domingo, 24 de junho de 2012

A praia.

Na tua ausência meu mar foi branco
Não havia espuma nas águas
Nem pássaros voando
Só existiam nuvens amarelas
Estavam carregadas no céu que deveria ser azul
E chovia pus e sangue como se minhas lágrimas fossem
No meu céu sem cor.

Na tua partida meu mar ficou macabro
As águas escuras
Fez muito frio e foi sempre noite triste
Só se via, de longe, algo que parecia luzes em postes
Minha praia era longe de tudo
 Minha alma chorava e eu bebia as lágrimas
E elas tinham o sabor das gotas de teu orgasmo

Após todos esses anos agora voltas e pairas sobre o mar
Minha loucura faz-me ver meu mar ora azul celeste
Ora verde-esperança
Nos teus belos olhos mil azuis e verdes vejo refletidos
Por trás de ti observo como o sol está vermelho
É dia enfim e reluz novamente o meu amor
E alucinado decido então ir a teu encontro

Esse grande tubarão não permite a minha entrada em teu mar
O enfrento e nado em tua busca loucamente
O vento leva tua imagem para o alto e alto-mar
A distancia novamente faz morrer as cores alegres
Vejo outra vez tudo cinza e volto à praia triste
Meu coração amargurado em solidão enfim desiste e para
Meu ultimo sonho tem três fotografias em negativo
Uma que é cópula
Outra em que durmo sobre teus seios
E uma em que ternamente me afagas...

Mac. 04.03.2011

Hoje tem...

Um menino com fome na calçada
Um político que aumenta seu salário
Um caranguejo num mangue transformado
Um hipócrita de toga debochando
Um cadáver na esquina incriminado
Uma árvore queimada na floresta
Um esgoto correndo a céu aberto
Um mendigo sem direito a renda básica
Uma jovem sonhando com um marido
Uma igreja roubando seus discípulos
Uma briga sem motivo na esquina
Umas drogas ditando o espetáculo
Desse caos filosófico desumano
Nessa bosta de cidade desorgânica
Desse povo sem proposta urbana
Nessa mesa que não tem mais Cristo
Que esta vendo irmãos se matando
Por migalhas vãos desentendimentos
E o órfão sem o pão na ceia
Um prefeito cheio de ciúme
Do juiz que recebe mais
Que o siri primo do cadáver
Que agora senta ao lado santo
Na mesa em que Cristo chora
Junto ao mendigo ressurreto
Enquanto dois corpos dormem
No motel mais caro da urbe
Onde reside numa rua qualquer
Um menino com fome na calçada
Enquanto eu pesco lixo no rio podre
Para alimentar o suicídio de vós todos
Que preferem o uso do silêncio
Enquanto eu me reúno com dom Élder
Para julgar o futuro da nação
E condenar vossa luxuria a morte
Explodindo os shoppings da cidade
Para que voltem a comprar nas barracas
Os itens de seu consumo básico
E talvez lembrem o sangue na cruz
Derramado para que haja o pão
E para que todo cidadão seja
Igual ao menino com fome das calçadas
E que ainda haja algum tempo
Para vislumbrarmos a alegria
De dançarmos amanhã um coco
Com Bezerra da Silva lá no céu
E um forró com Luiz Gonzaga
Ouvindo Patativa do Assaré
Todos nós vestidos de mendigos
Eremitas praticando o desapego
Das desgraças do dinheiro e do poder
Para que amanhã não mais exista...
Dinheiro, poder, luxúria, lixo nos rios,
Árvores cortadas, mortes sem motivo,
Moças sem noivos, diabos corruptos,
E... Meninos com fome nas calçadas.

Mac. Junho 2012.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O poeta Roberto Macarrão declama na net.

Caminhando do CE para o CAC na UFPE o amigo Mustafá pede para que eu declame uma poesia para o site. Eis o link: http://www.youtube.com/watch?v=H4-9IIJ6cLY&feature=youtu.be

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Maio - O mês das "sagradas mães".

A “alma feminina” de um dos poetas Pernambucanos. por: Macarrão*. Neste mês de maio do ano de 2012 de Nosso Senhor Jesus Cristinho o poeta conta a verdade de seu sonho no qual o Deus mulher, há algumas décadas atrás, observando o estado de podridão e loucura em que se encontrava a terra mauricéia, decidiu enviar deusas e sibilas, todas poetisas, todas lindas, sereias celestiais, afim de exterminar o desapego e solidão que fazia sofrer os pernambuquinhos. Houve um grande conselho no céu no início da segunda metade do século passado e ali ficou decidido. Naquele sonho estavam presentes o Deus mulher maior, esposa do Deus homem maior, e as esposas dos Deuses Buda, Maomé, Crisnamurti, e Krishina. Essas cinco e mais Iansã e Iemanjá, secretárias do conselho que também assinaram o termo de salvação. Sim! Termo de salvação porque as enviadas tinham por missão trazer a beleza aos corações dos homens da Roma de Bravos Guerreiros. Porém não enviaram as deusas poetisas de uma só vez. Estão sendo enviadas até hoje e lembraremos-nos de algumas delas adiante. Algumas damas-deusas da década de 60, umas armorial-marginais de 70, algumas margino-independentes de 80 e 90, outras novas-sibilo-pragmáticas da rica primeira década do novo século, e até lembraremos umas ultra-pós-ficcionais de nossos dias. É realmente fenomenal a poesia Pernambucana, não é? Tag question a parte, e já respondido, mais fenomenal ainda fica se separarmos a poesia em nosso Estado, e nem sei se isso é necessário, em poesia dos homens e poesia das mulheres que fazem a poesia aqui na terra de Manoel Bandeira. Essas deusas foram escolhidas a dedos-de-deus não só pela beleza que suas letras poderiam levar à mente de todos nós, mas também por todos os outros atributos que trazem consigo. Via de regra são excelentes mães, amigas, conselheiras, e grandes mulheres de cama, mesa e banho. Conheço algumas delas, umas cheirosas e outras muito cheirosas; algumas brancas e outras morenas e negras; altas ou baixas; ricas e pobres; lindas ou muito lindas. No sonho, anáfora minha (aqui mecanismo de retomada lexical), eram bem mais de cem. Estavam todas presentes, mas ao acordar, pequei de pronto uma folha de papel pautado e tratei de escrever o nome de cada uma delas. Infelizmente, e apesar de muito esforço, não consegui lembrar-me de todas elas, porém depois de terminar de grafar no papel seus nomes, fiz outra lista, esta que levo a todos em ordem alfabética, e faço isso com o intuito de estimular todos a pesquisarem e buscarem ler alguns textos dessas deusas-poetisas. Adélia Flô, Adriana Guimarães, Adriana Perruci, Aline Andrade, Ana Cely Ferraz, Bia Marinho, Beatriz Montenegro, Cecília Vilanova, Cida Pedrosa, Dione Barreto, Elizabeth Hazin, Fátima Quintas, Flavia Gomes, Flor Pedrosa, Gabriele Vitória, Geórgia Alves, Gerusa Leal, Haidée Camelo, Heloísa Bandeira, Jade Dantas, Jacineide Travassos, Jair Martins, Janice Japiassú, Júlia Larré, Júlia Lemos, Júlia Rocha, Jussara Salazar, Ladjane Bandeira, Luciana Rabelo, Lucila Nogueira, Maria da Paz Ribeiro Dantas, Mariane Bigio, Marta Braga, Micheliny Verunschk, Nathália da Mata, Raisa Feitosa, Regina Carvalho, Risomar Fasanaro, Samantha Medina, Silvana Menezes, Suzana Moraes, Telma Brilhante, Tereza Tenório, Verônica Brayner, e Vitória Lima. São algumas que estavam no sonho e que lembrei... Fiz umas pesquisas em sites e minha lembrança para elaborar o rascunho. O conselho dos céus foi generoso com a terra de Luiz Gonzaga. E eu, deixo para ativar a curiosidade dos leitores, um poema de Lucila Nogueira, para mim a rainha da poesia pernambucana, poema esse que com certeza é também sentimento de todas as outras que citamos. Poema “I” de Zignares. Falarão meus poemas pelas ruas De cor como receita de viver E aqueles que sorriem pelas cosas Recitarão meus versos sem os ler Falarão meus poemas pelas ruas De cor como receita de viver Dirão que fui um mar misterioso Onde quem navegou não esqueceu Falarão meus poemas pelas ruas De cor como receita de viver Dirão que era poesia e não loucura Meu jeito de sonhar todos vocês Falarão meus poemas pelas ruas De cor como receita de viver Perguntarão por que vivi tão pouco Sem dar-lhes tempo de me perceber E aqueles que sorriem pelas costas Recitarão meus versos sem os ler. E o poeta assim se orgasma em sua alma feminina com as sutilezas e verdades ditas e eternizadas por essas Deusas das Palavras, deixando a todos esse lindo sonho. Sintam-se todos abraçados por um poeta pernambucano. Não é necessário, por hora, falarmos dos recentes embates na Síria e no Sudão, nos altos índices de assassinatos que assola nosso querido Ceará, e nem dos juízes que vendem sentenças, dos policiais e políticos corruptos, aqueles que parecem não ter família, filhos, amor por nada, nem a Deus, não, não adianta falar das armas que vivem livres nas mãos de crianças e jovens, e dos “atos isolados” como são classificados os crimes hediondos, chacinas e tudo o mais que vemos diariamente nos programas de TV. Fiquemos somente desejando a todos um “feliz dia das mães” e vamos todos aos shoppings fomentar um pouco o grandioso pai responsável pelo caos urbano e rural que bebemos diariamente, o capitalismo. Por hora, deixo-vos uma máxima: - Só a poesia pode salvar a todos! * Roberto (macarrão) Queiroz é empresário, poeta, pesquisador da poesia pernambucana e aluno do curso de letras na UFPE.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O nascimento do filho do poeta.

Nesta manhã a grande mulher só comparável à Cornélia, aquela mãe dos irmãos Gracchus, desde a uma hora da madrugada já começara a sentir contrações. Só as 4.45 ela acordou o poeta que descansava tranqüilo. As dores vinham e iam cada vez em espaços menores de tempo. Feitas as ligações telefônicas de praxe, já aguardadas, tomaram banho, maletas já arrumadas, ele comeu inhame com ovo. Seguiram para a maternidade municipal e lá chegando fizeram sua ficha de internação. Tudo transcorreu normalmente. Na hora certa ele nasceu. Ele, o filho do poeta. Mas outras coisas chamaram a atenção do poeta: Uma jovem que chegou à maternidade com fortes dores..., dores de aborto! E fez o poeta ponderar sobre quantos desses acontecem diariamente pelos 4 cantos do mundo. Aqueles abortados naturalmente, aqueles abortados porque suas mães sofreram algum acidente, outras que apanharam do companheiro, outras porque usavam algum tipo de droga que causou mal ao feto, e outras tantas mais. O poeta sofreu suas dores. Retomou sua consciência e pensou o que precisaria fazer a partir de agora, o que gostaria de fazer agora, o que faria? Seqüencialmente, sem atropelos, o querer do poeta parece estranho..., mas é exatamente essa a ordem de seu querer: Dar uma bola em agradecimento ao grandioso Jah; tomar uma cerveja porque um grande sábio disse certa vez que isso seria muito bom para se ficar pensando melhor; e depois considerar bastante sobre o verbete RESPONSABILIDADE. O poeta então começou a agir a partir daquele momento sublime. Anaforicamente, o léxico todo se perdeu para o poeta e ele foi ter com o seu filho. O filho do poeta.

Mac, 18.11.2011.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Palavra

Inexprimível
Insofismável
Indescritível
Inquestionável
Inconcebível
Inabalável
Inexpressível
Inaceitável
Imprevisível
Inexorável
Inaudível
Irreparável
Indivisível
Intoxicavel
Incognoscível
Inexplicável
É a loucura provocada pela PALAVRA na mente quando
irreversivelmente é projetada no papel pelo POETA.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Droga

Para cada trago uma tosse
Para cada gole um edema
Para cada pedra uma morte
Para cada porre um dilema
Para cada teco um entorse
Para cada ácido uma língua
Cada cogumelo uma viagem
Cada cola grande miragem
Cada monte de baga um charo
Cada absinto dez pulos
Pra cada droga um demente
Para cada lança um perfume
Eu com meu loló bem contente
Perto de ser um dependente
E longe de ser mais um doente
Sustento bem a minha usura
Pra fabricar tão somente
Como escrevente poesia
Poesia de minha loucura!


Só; a massa faz poesia!
Só... A massa já faz poesia!
Só com a massa, já se faz poesia!
Só... Eu e a poesia!

Meu tempo

Eu paro pra viajar no tempo
E penso no exato instante
Me lembro como ser errante
De como sou um ser desatento

Essa viagem leva-me ao desalento
E parto em busca da dimensidão
Meu tempo erra e sem duração
Se perde em mim a todo momento

Meu tempo que se foi errou e era
O instante era e errou, mas foi
O que virá poderá ser ou morrer

Só e somente se o agora passar
Pois se chegar o fim e este verso viver
Nada mais haverá por escrever, só parar.

O tempo!

Dois sonetos para a Lua.

I

Há muito que a Lua não é tão bela
Que as nuvenzinhas d’ algodão se lhe protege
Parece-me uma total revolta da celeste
Revolta natural dos astros e daquela

Daquela Lua que parece se mostrar por derradeiro
E nunca mais o prazer de vê-la vamos ter
Revoltosa e triste pelo que estamos a fazer
Como o nosso grande universo verdadeiro

Sujamos rios cultuando plástico e cimento
Queimamos matas poluindo assim o firmamento
E comemos o sal até a água acabar

Suicidas hermenêuticos pedrados sem halopatas
Os mestres dos partidos inimigos bem cordatas
E os homens todos um a um a se matar

II

É essa a revolta onde segura sua leveza
Oh! Bela Lua dá-nos tua luz, tua beleza
Para iluminar de todas as nações a cabeça
Dessas mentes poluídas de cachaça e pedra

Faz tua luz com que vejamos toda a merda
Que ainda não saiu dos colarinhos brancos
Que não autorizam os esgotos prontos
E o povo continuando a cheirar bosta certa

E fere-lhes a gorja como por propina
Ao contemplar nas madrugadas desencantos
Pela incapacidade de ver a ruína

Eles nos bailes banhando-se de champanhe e purpurina
Nós com a garganta seca e os olhos em prantos
E a lua apagada enfim por trás da colina

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

ESQUIZOFREVO


POESIA APRESENTADA NO RECITATA 2011


QUANDO O MUNDO FOR GOVERNADO PELOS LOUCOS

VOLTAREMOS À NOBRE ALQUIMIA
VISITAR A SAUDOSA RUA DA GUIA
SEM MEDO DE GONORRÉIA DEPOIS
BLACK TIE, TONNY´S DRINKS E POESIA
NAMORAR TODOS JUNTOS DOIS A DOIS


QUANDO O MUNDO FOR DIRIGIDO SÓ POR LOUCOS

TODO POBRE IRÁ AO TEATRO UMA VEZ POR SEMANA
TODA RUA TERÁ CALÇADA E ESGOTO
POLÍTICO NÃO VISARIA SÓ PODER, SERIA BACANA
VEREADOR, PREFEITO, DEPUTADO E SENADOR
TODOS LOUCOS EM DEFESA DO ELEITOR
POIS O LOUCO NÃO SABE SER SACANA


QUANDO O MUNDO FOR DIRIGIDO PELOS LOUCOS

VAMOS APRENDER RECICLAGEM NAS ESCOLAS
E PARAR DE BOTAR LIXO NAS CALÇADAS
E FECHAR O BURACO DA CAMADA DE OZÔNIO
E AS COISAS VÃO FICAR TODAS MAIS CALMAS


QUANDO OS LOUCOS DOMINAREM TODO O MUNDO

OS ETÊS VIVERÃO LIVRES ENTRE NÓS
NÃO HAVERÁ NEM MAIS CRAC E NEM OX
TERÁ UM TRABALHO PARA TODO MUNDO
E AGRADECEMOS AOS MINISTROS DO STF, A ALTA CASTA
PELA LOUCA SANIDADE DE LIBERAR A MARCHA


QUANDO O MUNDO FOR GOVERNADO SÓ POR LOUCOS

NOS CURSOS DE LETRAS SÓ ESTUDAREMOS LÍNGUAS
E CADA MALUCO FALARÁ VÁRIOS IDIOMAS
PARA FACILITAR A COMUNICAÇÃO TOTAL
TODO LOUCO IRÁ LER A BIBLIA, O TORÁ E TAL
O ALCORÃO SERÁ LIDO NO CONGRESSO NACIONAL
E NAS CÂMARAS E ASSEMBLÉIAS SE LERIA
TODO DIA O DIÁRIO OFICIAL DOS LOUCOS
E AS LOUCURAS MISERICORDIOSAS SE VERIA
E TODO O POVO INGÊNUO SERÁ SOLTO
E NUMA GRANDE FESTA SE VIVERIA
AS FÁBRICAS DE ARMAS SE FECHARIA
E O HOMEM SÓ MORRERIA DE CIRROSE
CADA MALUCO TER VÁRIAS MULHERES PODERIA
CADA MALUCA VÁRIOS HOMENS NAMORARIA
CADA HOMO SUA INDIVIDUALIDADE EM PAZ GOZARIA
CADA HETERO DE SUA INSANIDADE GOSTARIA
TODO MUNDO VOLTARIA PARA O CÉU UM DIA
E LÁ EM CIMA DISCUTIR FILOSOFIA
COM OS SÁBIOS MALUCOS QUE LÁ ESTÃO


QUANDO ENFIM FORMOS TODOS GOVERNADOS PELOS LOUCOS

SÃOS SEREMOS DESTA ESCRIZOFRENIA
ANDAREMOS NÚS POR ESSAS RUAS CALMAS
FALAREMOS LIVREMENTE NA UTÓPICA E DOCE ANARQUIA
ANDAREMOS NESSA RUA DA MOEDA DECLAMANDO ESSA POESIA
SOBRE O SOM BARULHENTO DE SUAS PALMAS.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Merda

Quando o rato bater em tua porta
Quando nada tiveres em teu dentro
Teus amores negarão tu’existência
Os teus negros morrerem todos brancos
E as princesas matarem a utopia
E os cavalos cobrirem suas éguas
Quando as uvas floresçam novamente
E os brancos parirem suas putas
E Jesus dissesse a loteria
E os negros nascerem novamente
E os homens nascerem novamente
E os loucos viverem simplesmente
Quando os brancos morrerem todos negros
Teu odor não tiver mais paciência
Quando dentro de ti não houver nada
Quando a porta bater em tua cara
Quando o vivo enfim ressurgirá
E o porco honesto desintegrar-se
E o crocodilo branco crac a droga má
E o rodoviário ao mar lançado seja
E toda a merda cheire como orquídea
E todo ferro seja usado pra viver
E toda grade seja aberta de manhã
E a liberdade seja solta para sempre
Quando o caminho nunca mais se cruze
E o ignóbil seja sábio pra Tagore
Quando a rua acabar com você vivo
O sossego seja tua companhia
Quando eu durma, e coma, e trabalhe
Os folhetos desintegros nas calçadas
E a hóstia vomitar na hipocrisia
E a célula planctônica for comida
Pelo abutre que é homem calejado
Que consome todo caldo desta horta
E oprime com amor a creatura
Cambaleia na doçura pueril
Da cidade infernal da consciência
Desses todos homo sapiens hostis
E eu brincando com o meu maracatu
Para Buda pensar em harmonia
E eu melhore dessa esquizofrenia
De um dia ter nascido gente!

Mac 2011.

Nossa ultima manhã!

Se tiver eu que viver amanhã
A minha última manhã...
Deixe-me ao menos ajudar-te a ver nas calçadas
Alguma criança sem mãe, hã?

Se tiver eu que viver amanhã
A minha última manhã...
Que possa eu, ao menos uma vez, plantar-te no coração
O vidro em que te espelhas sem fundo,
O pó de limalha que espalhas e corta
E fere e mata, estraga, inerte
A social democracia egoísta do pseudo
Capitalismo desburocratizado imerso no teu peito
Podre de direita errada e psicografada
Pela morte de todos que roubasses com tua gula miserável
Por poder e por esta grande merda que se chama...
Dinheiro!

Se tiver eu que morrer amanhã...
A minha última manhã...
Deixe-me pelo menos que eu passe
Mais uma noite a teu lado,
E que nosso amor dure até a madrugada
De meu último minuto;
Oh, mulher...
Oh, amigo!


Mac. 2011

A morte!

Eu previ a minha morte
E não morri de bebida
E não morri de cigarro
E não morri de inveja
E não morri d’incerteza
E não morri de desdém

Eu não provoquei minha morte
Eu simplesmente morri!

Por mais que você não concorde
Por mais que você não aceite
Por mais que você não sinta
Por mais que você não veja
Como eu...
Eu simplesmente morri!
Aos mortos!

Todos nós conhecemos amigos, ou parentes
Que estão bem, e bah! Ou bala, ou simplesmente bah!

Minha loucura

Eu não quero mais saber do seu lógico
Prefiro curtir o meu achismo das coisas
Mas só sobre as coisas simples confabulo
Das complexas fujo
E mesmo as vivendo por vezes nunca
Cartaz lhes dei e nem a essa lei
Louca que se nos imposta é
Não concordo com muitas coisas
Que sua obviedade prega
E minha loucura é lucidez ao se defrontar com sua hipocrisia
E vendo no que para muitos se faz claro
Enquanto aprendi sobre a vida numa escuridão
Similar à segregação que pregas, oh...
És vidente? Evidente, mas esse teu
Para mim ainda é um todo sombrio...
Ando tranquilamente cuspindo em tuas normas brancas...
Oh grande nada inconsciente!

Mac.2011

Listerine

Pare! E faça um gargarejo listerine.
Corra! E veja como a vida para logo.
Ame! E sinta que o tudo já é morto.
Ouça! Os surdos nos entendem como ouvintes.
Veja! Teus olhos o que podem exprimir.
Cale! Silêncio, uma forma de falar.
Viva! Apenas uma forma de agir.
Depois pare! E faça um gargarejo que não age.
Corra! E veja como a vida silencia.
Ame! Exprima co’os teus olhos pra que vejam.
Ouça! O ódio listerine dos humanos.


Bain de bouche 2012 ! Listerine 2012

Arrêtes ! et gargarises toi.
Coures ! et vois comme la vie s’arrête d’un coup.
Aimes ! et ressens que tout est déjà mort.
Écoutes ! Le public des sourds nous entend.
Vois ! tes yeux, ce qu’ils peuvent exprimer.
Tais-toi ! silence, c’est une façon de parler.
Vis ! juste une façon d’agir.
Ensuite, arrêtes ! gargarises toi, en vain.
Cours ! et vois comme la vie se tais
Aimes ! exprimes avec tes yeux pour qu’ils puissent voir.
Écoutes ! L’odieux gargarisme des hommes.





Mac. 2011.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Eu Luculus!

Dos devaneios do pensar enlouquecido
Fez-se o misturar filosófico e psíquico
Poético e desnaturalizado pelo elo
Que não mais existe nas ruas e vielas
Desfenomenológicas dos loucos do vão clero
E saudosos somos de Ravel em seu bolero
Somos em Gaston, em Foucault, em Boudelaire
Em Pinton, em Marx e em Voltaire
Em Nietzsche, em Augusto e em Homero.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Poesia concreta.

O homem precisa comer,
pois um dia será comida!

As 3 vezes que nos amamos!

Na primeira vez que namoramos, púberes ainda, eram já idos alguns meses daquele misterioso, gostoso e singelo relacionamento, naquela época, nós com média de 15 anos, há trinta atrás, puros que éramos, e só vou comentar neste texto sobre o nosso sexo, sim, sobre o sexo em nosso namoro naquela primeira vez.
Eras tão linda, de corpo estonteante, loura de cabelos lisos e longos, de seios pequenos, duros e róseos, de coxas grossas ao ponto e torneadas, de nádegas já carnudas, macias e de perfeita plástica, ah..., mulher sem nome, do teu rosto só me lembro da beleza angelical..., e de nosso namoro em particular só dos poucos beijos que de mim roubasses, e das vezes que me pedias para que apalpasse os peitos teus..., que loucura na escada! Teus suspiros bem baixinhos arfando nos meus ouvidos quando sem mais agüentar tirava-os por baixo da blusa o me oferecias aos lábios e língua..., ah..., que loucura! Delicia de prazer nos invadia quando pegavas minha mão colocando-a ao encontro de teu púbis, oh!!! Erege serei neste momento por não falar de tua coisa, e nem de quando meus dedos a tocavam, ahhh..., que loucura!
Idos foram os anos em oito quando te revi aos nossos vinte e tres. Quase não acreditei naquele anoitecer na praia, os meus olhos fixaram-se na mais bela das mulheres, eras tu..., estavas ali em minha frente..., e sorrias!
Houve amor naquele momento, nada dissemos e nos beijamos, e nos amamos loucamente e apaixonadamente. Eras tudo o que havias sido para mim, e representavas exatamente o que eras em minha consciência.
Foram três noites, duas manhãs e duas tardes de puro amor, de tanto sexo, de tantas formas, mais maduros, com pureza, leveza, nobreza, ahhh..., que loucura! Tudo lindo e normal, nosso sexo sem preconceitos, e feito de todas as formas, mais normal! Muito gostoso e só! Eras então uma escultural mulher de vinte e três anos e eu te via exatamente como aos quinze, quando não fomos e agora então acontecera. Mais do sexo normal o sentimento que em mim ficou foi que não amaste muitos homens, pois, apesar de belo o nosso sexo nas formas por nós vividas naquele final de semana, apesar de belo, foi sexo normal..., ainda pudico.
Agora, nesta terceira e derradeira vez em que te amei, quando já tínhamos trinta e quatro, já passados dezenove (uma vida) de nossa primeira vez e onze da segunda, foi o ápice, o cúmulo os momentos de loucura que tivemos. Ah, só a morte me fará talvez esquecer o meu amor.
Quando ao saber por um amigo que voltarias, e tendo marcado contigo um encontro, não importa onde foi mais havia ali uma cama a ser usada. Eras agora mais que demais, pois malhavas, e devias tomar hormônio masculino vulgo “bomba” para poder estar com um corpo daqueles, e quando te vi deitada, ao lembrar-me de dezenove anos atrás inda mocinha loura de cabelos lisos e longos..., agora morena bronzeada de praia, mulher estonteante de ninguém, comparável só à beleza axiomática das hostes celestiais do amor, este, que agora era sexo safado, lindo, vaginal, oral, anal, amoral, inteiro e total, sublime e completo, mais do que tudo, que loucura! Como poderei eu viver sem isso contigo, ah..., com certeza, só a morte, distancia inexistente, far-me-ia te esquecer talvez.
É! Porque viver a teu lado seria impossível agora, quase única e exclusivamente por ter eu provado a tua felação.
Aquela loucura de mistura de sentimentos que me vinham à mente no momento em que tua boca, lábios, dentes e língua passeavam pelo meu púbis e viajando nas duas bolas maltratavas a um simples mortal com aquela forma de sexo de outros planetas.
Não! Lógico que aqueles três meses derradeiros do nosso amor na terceira e ultima vez foram maravilhosos.
Oh morte! Podes agora levar-me aos quarenta e cinco, já se passam mais de dez daquela ultima vez, leva-me logo, sem demora, por favor.
Tu, mulher, por que aprendeste a amar com os outros?
Onde mora o sexo para tu?
Não suporto mais lembrar de teus sussurros, teu arfar!
Adeus..., mulher de ninguém!

Pequeno resumo diário de uma câmara municipal universalizada pelo pluripartidarismo!

Com a palavra Vossa Excelência, Vereador “fulano de tal”.
- Queridas Vossas Excelências!
- Estou aqui para pedir seu voto para conferir a “fulano de tal” a medalha de honra ao mérito “fulano de tal”..., pelo fato dele ser um jogador de futebol renomado e tendo feito muitos gols neste campeonato nacional, tem feito com que o nome de nosso município seja conhecido nacionalmente, etc, etc e etc.
Aprovado!

Agora com a palavra Vossa Excelência Vereador “fulano de tal”.
- Gostaria de pedir um voto para que seja, finalmente, calçada a rua “fulano de tal” já que consta nos anais da prefeitura como calçada faz mais de 10 anos.
Do relator ao presidente da sessão:
- Encaminhe-se à secretaria de obras para verificação da possibilidade e registre-se.
- Dê-se o prazo de 36 meses para a resposta da secretaria e arquive-se!

Do presidente:
Companheiros! Sou feliz por tê-los em companhia durante esses longos minutos e durante todas as duas sessões que deliberamos nesta demorada semana.
Que viajemos em paz e voltemos próxima terça para nossa labuta!

Vejamos duas situações cotidianas de um modelo social falido:

- Bora puto..., passa o celular e o dinheiro! Bora, bora, bora!
Tome..., tome! Bora, vai timbora e num olhe pra trás sinão eu queimo!

Ou então:
- Bora porra..., sai do carro e deixa tudo ai!
Ta certo, ta certo! Eu vou abrir a porta!
Ei puto, quié isso aê, ta pegando um ferro é? Bummm!!!
Esse já era!
Bora porra, bora lavrar. Qui merda véi, precisava detonar o doido não!
Relaxe mermão, eu só tenho dezessete! Mas véi, precisava não, porra!
Quié véi, tas cum patati é? Toma puto! Bummm!

Vivemos num caos social, um crac!
Mas não precisa ser assim. Ainda podemos consertar.
Eles também são humanos, e salvo alguns que sofrem de algum distúrbio, irrecuperáveis por si só, precisam de mais cuidados desde sua infância.
E seus pais, sua família como um todo.
Mudem seu “modelo social”.
Gastem as verbas públicas com as coisas realmente necessárias!

A terra quebrou... c-r-a-c!

Que merda!

E quando você faz merda e ela bóia!?
E quando você faz merda e ela desce!?
E a gente faz cada merda que diz depois:
Puta que pariu, que merda do caralho eu fiz, né?
Não que os estudiosos da merdicina entendam mais do que os da biologia...
Mas a merda é foda!
Depende do que você comer... ou beber... ou fumar... ou cheirar...!
Mas de uma máxima ninguém pode duvidar:
Merda, todo mundo faz!
Somos naturais...
Verdadeiros cagões!
Homem e mulher...
Unos na imagem e semelhança!

Aos Mercadantes.

Chegue a Afogados e pense nas areias e nos trilhos do trem de metrô, milhões de garrafas de cana, cerveja, uísque, gente da terra, qualidade afora, nos residentes, nos militares aquartelados e aposentados, e nas mulheres de lá! Chegue à Encruzilhada e veja sua história, seus personagens, suas nostalgias, seu anexo na av. Beberibe. Ah, quanta cachaça, quanto desande, quanto carnaval..., quanta amizade.
Chegue na Madalena e..., ao raiar o dia, independentemente do dia, ouça seu som nos corredores, sua música, seus amores, que história, que personagens! Chegue na Boa Vista, quanta cultura, quanto amor, quanta poesia, quanta fumaça, berço dos marginais e poetas da Manoel Borba e adjacências.
Chegue em Água Fria, em Beberibe, no Eufrásio, em Casa Amarela e veja tudo isso e muito mais.
Chegue em São José, sinta o suor, o odor do amor, do trabalhador, da Jorsam, da saia plissada, das meias em copos, do peixe, da morte, de tudo.
Ah, os mercados! Todos têm em comum gente boa, música, trabalho, poesia e amor!
Eu sou um mercadante..., e você?

Latinalta.

Não quero nihil nada
Não preciso nulliusrei de nada
Não devo nulli rei a nada
Não agüento mais nihil nada
Não me vendo nulla re por nada
Neutran in partem em nenhum dos dois sentidos
Tute tu mesmo
Egomet eu mesmo

Neco mato
Iuvo ajudo
Praesto supero
Poto bebo
Do dou
Habeo tenho
Adhibeo uso
Doceo ensino
Misceo misturo
Censeo penso
Rideo rio
Lego leio
Vomo vomito
Sero planto
Cado caio
Ignosco perdôo
Solvo pago
Volvo medito
Sum sou!

Parem!

O ártico pólo antártico dizendo:
Onde está aquele produto que faz o iglu ficar mais frio?
Os pingüins, os ursos polares e os esquimós estão sentindo calor.
Eles morrerão primeiro.
Serão extintos!
Parem de poluir!
Parem de queimar!

Escreve porra!!!

Eu, na realidade, gostaria de ter escrito todas as coisas que já pensei,
E penso ter pensado grandes coisas, pensei serem grandes.
Eram pensamentos anatômicos, ensinamentos,
visavam o bem de quem os iria ler.
Que pena! Fui preguiçoso! E covarde não os escrevi!
Nunca mais os escreverei..., meus pensamentos.
Nunca mais os irei ter!
Que pena!
Para mim e para todos!

Escreve porra!
Quando pensar..., escreve!

(Quão incríveis infelicidades (não) experimentou Roberto?)

Roberto quam incredibiles hausit calamitates.


Oh poesia! Tu, quem és?
Hexâmetro datílico substituído por espondeus?
Pentâmetro (caído após a ársis); torqueu; cesura
(pentemímera ou heftemímera);
versos iâmbicos (anapestos, tríbacos, proceleusmáticos)?
Quero escandir-me nos teus pés.
Oh! Verso sáfico e adônio, asclepiadeu e glicônio, qual está em ti?
Elisão, sinérese, diástole, sístole, quais os teus recursos?
Oh! Malvada poesia...
Sumus!

Leia!

Não consigo desassociar a poesia da música nem a música da poesia.
Vejo música na poesia e contemplo a letra poética de uma boa música.
Acho que aprendi a ler e por isso sempre digo:

Leiam todos! Leiam!
Lê, porra!
Leia, amigo;
Leia, amiga!
Por que não se lê mais como outrora?
O que você quer ler hoje, agora?
Lê tu o que quiseres!
Leia, meu filho!
Leia muito!
E...,
Quando puder,
aproveite e ouça uma boa música!

Poema do Ê-Leitor pedinte.

Dê-me um livro que meu voto é seu.
Dê-me uma boa música que meu voto é seu.
Deixe-me apreciar uma boa pintura que meu voto é seu.
Dê-me educação... que eu voto em V.Ex...
Termos em que pede deferimento,

ass. A esperança.
Sou Castriniano;
Agostiniano;
Etc;
Mas, acima de tudo, sempre estive Viniciano!
Todo Poeta tem uma época de preparação; uma de estudo; uma de produção e finalmente..., devaneios!

(em que parte do mundo estamos).

Ubinam gentium sumus


O que houve com o amor ao próximo, o sentimento de semelhança, de irmãos?
O que houve com o amor por Deus, o paternal, o fraternal, maternal?
O que houve com o Espírito, a amizade, o respeito à vida?
O que está havendo entre os humanos?
Tornaram-se irracionais?

Oh... Pátria podre!

Oh pátria podre, inda estás na mesma? Inda és a mesma?
Pátria que mata, desmata.
Ah! Se Tiradentes caminhasse humildemente dentre os
pseudo-revolucionários de hoje ao redor duma praça onde assenta sua uma estátua;
e o que dizer d’outros mártires; Chico Mendes, que talvez nem em praça haja.
Ah! Se caminhassem...
Oh! Pátria podre! De Getúlio, Jânio, Costa e Silva, Médici, Geisel, Figueiredo, Sarney, Collor, Henrique e Luis..., onde está a pátria tua?


Pátria dos indignos!
Esta pátria é dos indígenas! Não vos esqueçais disso.
É e sempre foi dos índios; ameríndios; dos sem pátria!
Os índios.
Oh! Pátria dos indescluídos, dos insem-empregos, dos insem-cultura, dos indescamisados, dos insem-terra, teto e tudo mais!
Esta pátria podre que está sendo dos indescafajestes politizados mamadores
da porca prostituta brasileira que nem pode misturar-se às zonas de baixo meretrício vividas pelos seus habitantes.
Politizados insem-vengonhas, putos chupadores antropófagos do povo nacionalista brasileiro.

Deixem seus postos os que se condoerem!
Olhem para os verdadeiros donos da pátria...,
Os índios!

Depois..., consecutivamente, continuem a trabalhar!

O Amor.

Existe uma ciência superior, desconhecida por quase todos os estudiosos,
Nela reside a pureza, a compreensão, a tolerância, a humildade e a revolta!
Aos poucos praticantes da ciência superior, oculta, e universal, deixo-lhes a missão:
Falem de seu fundamento aos semelhantes!
Divulguem o... Amor!
Os elementos naturais essenciais à vida do ser humano são:
Em primeiro lugar o ar de onde retiramos o oxigênio,
combustível necessário para fazer funcionar a maquina corporal;
juntamente com a água, igualmente essencial para nutrir e hidratar;
em segundo lugar vêm a fala, a oralidade e a comunicação, a poesia e a música.
Não necessariamente nessa ordem, porém, se geradores de interação não houvesse, o homem extinto já estaria devido seu instinto animal.
Logo, a fala, a oralidade, a comunicação, a poesia e a musica são um só na função de elemento natural para a preservação da espécie a partir da premissa de que:
“sem eles, o homem não seria mais”.

De que os governos precisam?

Os governos precisam parar de fabricar bombas e olhar para os com fome.
Para os sem teto, os injustiçados, os desempregados e..., os órfãos e viúvas!

Vivemos num caos social, um crac!

Somos uma sociedade europeizada que vive sob normas
e regras erradas para si.
Somos o caos..., o crac!
Temos leis ultrapassadas e federativamente desiguais.
Estamos muito longe de ser uma sociedade viva.
Viva a pena de vida...,
Viva a pena de morte!
Viva à estadualização dos poderes!
Acabem com os multiministérios,
implantem micro secretarias.
Reduzam sua Constituição Federal a pó;
a alguns poucos artigos!
Que se estadualizem suas leis civis,
militares e todos os códigos, normas e regras.
Deixem que cada Estado da República legisle, execute e
julgue de acordo com suas necessidades.
Votem logo a redução dos impostos,
uma unificação em cinco ou seis deles e...,
distribuídos de forma igualitária,
foquem-se na melhoria do ensino, no saneamento básico
(preventivo para a saúde pública), no crescimento da nação
para a geração de empregos e no apoio maciço à situação
caótica dos hospitais, já que a medicina curativa,
que deveria ser secundária é principal, ainda.
Acabem com o paternalismo que já dizia ser utópico o
“plano de renda mínima” quase perfeito proposto pelo
Senador Suplicy. Este modelo que vigora hoje nunca resolverá
os problemas sociais federalizados.
Urge que se vote a Lei Eleitoral. Dêem mandatos
mais duradouros aos governantes, mas por um só mandato.
Tornem-se inelegíveis após seu mandato. Viva-se a renovação,
o novo, as novas idéias sociais.
Cuidem bem dos livres..., dêem a eles um teto digno!
Soltem os presos que já cumpriram o tempo de cerceamento
de sua liberdade. Cuidem dos cativos com zelo e dignidade,
os façam produzir algo em seu tempo de reclusão.
E..., finalmente, estadualizem os poderes!
Acho ser essa a vontade já pensada por muitos seres
revolucionários como Raul Seixas.
Uma “sociedade alternativa”, jovem, justa e próspera!
Tu, homem público, honra o sufrágio!
Olhe seu semelhante!
Enquanto galgas patrimônio, ele (teu eleitor) padece,
literalmente mata e morre.
Muitas vezes porque não tem condições para sobreviver
com o “mínimo de dignidade”.
Viva a Estadualização dos poderes!
Sublato tyranno tyrannida manere vídeo.
(embora tenha sido suprimido o tirano, vejo que a tirania continua).

Manifesto subversivo contemporâneo.

Sou esquerda radical porque
Não sou arena nem mdb
Pfl pmdb
Demônio psdb
E se tivesse de ser alguém politizado
Pcr, pco, cdob, pt, stu, o sol, seria qualquer um
Mais radical quanto pudesse seria porque
Punk seria skin, pichador, subversivo, agressor,
Do contra cultura social pacificador seria.
Porque gostei do orgulho de apanhar da policia
Era eu, e vocês estavam lá, uns comigo,
outros representados por nós.
E nós ainda lutamos, vencemos umas batalhas,
Perdemos outras.
Somos processos e metarmofoses kafkinianas e seixadas,
Somos mártires luterkinianos remexendo em nossa lápide
pelo sentimento obâmico que paira nos desunidos e
desorganizados orgulhosos,
Somos nós, os desvalidos da miséria.
Um abraço a todos vocês que estão com sua liberdade cerceada!
Sinto não ter podido ajudá-los, e nem a sociedade civil podre,
nojenta e verminosa que ainda vive pelo método europeizado
do esquema capitalista falido que se se só mostra agora.
Inda bem!
Continuemos nossa luta, amigos, companheiros, camaradas e irmãos.
Fiquem na paz de Jah.

O amor maduro.

O amor maduro.

Eu queria te amar agora...
Porque tu não me amaste como eu a ti outrora?
Será que eu não te amei também?
E por que eu te amo ainda?
Ah! Sentes algo por mim...
Que bom!
Mas, infelizmente, em tuas circunstâncias,
eu não posso te amar agora.
Que pena!
Tenho estado há tempos, ávido de amar!
Para amar...
Te!
Mais maduro!
Deixas?

O pôr do sol e a musa que eu quero amar!

Quando à tardinha chegas e..., na praia,
Paro o meu andar e te vislumbro,
Vejo-te em forma tênue e sombras,
Estás por trás daquela árvore sem nome.

Ah, como és formoso oh..., pôr de sol!
Quão belo és tu, oh..., natureza.
Teu nome é oh..., tarde, beleza!
Esqueço, por momento, o meu redor.

E, por um instante em resumo,
Lembro a inteligência criadora deste mundo,
Que nos proporciona grandioso orgasmo infecundo
Quando à tardinha chegas e vejo-te, oh..., pôr de sol!

Momento de prazer igual a este,
Só me vem à mente quando lembro,
De minha doce amada, minha musa,
De seu rosto em prazer sendo sentido e ardendo.

Associo o belo entardecer ao sentimento,
De ter teus peitos lindos não ao vento,
Mas vislumbrá-los e tocá-los no momento,
Em que a cópula chega e fica em nós, sem tempo!

Oh..., musa minha, meu amor..., se te fores de mim,
De que me valer vai mais ter a vida?
Se te ter oh...! Ser nobre e belo,
É o que rege meu respirar oxigênio.

E..., neste momento melancólico de dor que sinto,
Volto o pensamento ao teu corpo todo e..., meu..., penso!
Convoco todos os deuses do firmamento,
A tornar-me à lembrança tua, linda, oh..., musa minha eterna.

E, em nenhuma outra mais vejo o amor,
Ah..., sentimento enorme e medonho,
Da beleza de teu corpo, mente..., meu sonho!
Terminar meus dias junto a ti!

Vem! Sente finalmente este momento sublime,
Este é meu eu, o sentimento puro,
Que sinto quando durmo e..., vivo...,
Meu respirar é só por que te amo!

Não há beleza nem pureza mais no mundo neste momento para mim,
Que vós, oh..., pôr de sol, e minha musa.
Tu, pôr de sol sem sexo e som, Oh..., bravo infante da inspiração!
E tu, mulher que amo, odor da beleza e da loucura..., Vem!!!
Beija-me agora o derradeiro e eterno beijo que nunca deste tu,
Mulher de ninguém!
E deixa enfim que até o ultimo segundo de minha existência,
Eu,
Simplesmente...,

Exista para amar-te!

Ah! Solidão...

Esta prima distante do suicídio!
Que está tão perto de mim.
Ah! Solidão...
Tu, que és ausência de amor.
Manda pra mim...
Teu oposto, tua ausência.
Ah! Solidão...
Sai de mim e vai!
Deixa o amor me invadir.
Tomar conta de mim...
Para que eu possa enfim...
Amar!
E viver...
Em mim!
Ah! Solidão...
Onde estás tu?
Meu amor...
Vem!

Que tipo de poeta és?

Que tipo de poeta és?

Tu, por um acaso das letras escritas ou digitadas, és um poeta de rimas?
Ou serás tu seguidor da métrica?
És, por vocação, hereditariedade, um escritor de
contos românticos..., novelas?
Ou, oh... Artista da pena serás tu amante dos romances
em odes, terças, oitavas ou trancos?
Que tipo de verso escreves tu, oh... Fariseu da cultura,
oh... Egoísta do conhecimento?
Sabes tu, ao menos, a que escola pertences?
Conheces a margem do marginal, da marginal poesia
que paira sobre nós este momento?
Como declamas tu, oh poeta do papel?
Defines-te psicólogo, cientista político, sociólogo, filósofo, antropólogo, magister?
Escreves por que “quê”?
És tu, sofista por um mero acaso?
Usas o dom que cativaste por dinheiro?
Onde está teu dicionário?
Junto a ti, a ajudar-te?
Estudasses, saboreaste tu as 100 mil linhas,
os 70 mil sonetos,
as linhas prosopopéicas e metafóricas de Buarque,
os poemas psicodélicos de Vinicius,
o lirismo “desbragado” de Braguinha,
o contemporâneo? Lê-se tu?
Onde estão teus óculos? Inda não os usa?
Lê mais..., um pouco mais..., e depois..., compartilha!
E a todos vós elevo o meu respeito e admiração!
E aos teus leitores, amor!
Por lerem o que, com tanto zelo e carinho,
escreves!